segunda-feira, 6 de julho de 2015

DO ATLÂNTICO AO PACÍFICO SOBRE DUAS RODAS



DO ATLÂNTICO AO PACÍFICO SOBRE DUAS RODAS

Delmar e Sonia

CONSIDERAÇÕES SOBRE O TRECHO CANELA-VALPARAÍSO-CANELA

Nossa viagem teve início na linda manhã de 6 de março, em Canela (RS), depois de semanas de pesquisa sobre a melhor rota. A escolhida não foi a mais curta, mas a que oferecia boa infraestrutura de estrada, postos de abastecimento e cidades próximas, já que estávamos apenas eu e minha mulher (na garupa) - os dois parceiros que também iriam desistiram na última hora. Já que estávamos sozinhos, traçamos um roteiro que também nos permitisse visitar amigos que fizemos em outros viagens, principalmente no Uruguai. Mas as alternativas de trajetos não são muito diferentes da que fizemos. A moto usada foi uma BMW RT 1200.

Para os que ainda não foram mas pretendem ir, algumas considerações:

ESTRADAS/PNEUS Dos quase 6 mil kms percorridos, só pegamos uns 30 kms de estrada ruim, próximo a Federal (Argentina). O restante é só estradão. Inclusive no trecho entre Villa Mercedes e Mendoza (AR) a estrada é perfeita para abrir o gás. Mas nos dias que lá passamos (tanto na ida quanto na volta), o vento lateral (ou de través, como se diz na aviação) era tão forte que tive que andar quase 300 km com a moto tão inclinada que desgastou a lateral dos pneus e tive que trocá-los na volta. É bom lembrar que a moto estava com o peso máximo e o asfalto era abrasivo, fatos que também contribuíram para o desgaste dos pneus. Os originais eram Metzeler, muito fortes, mas duros. E como tive dificuldade para encontrar os originais, troquei-os pelos Michelin Pilot 3, que me surpreenderam favoravelmente. Consigo rodar com eles com a calibragem máxima sentindo a moto muito mais firme e macia do que com os anteriores, nos quais eu usava duas libras a menos por serem muito duros.

POLÍCIA/IMIGRAÇÃO - Tudo absolutamente dentro da normalidade. Fomos parados várias vezes na Argentina e nenhuma vez no Chile ou no Uruguai. Mas como procurei andar sempre dentro dos limites de velocidade e com a documentação em ordem, não tive nenhum problema. No Chile, a estrada Viña del Mar-Santiago é uma auto-estrada com limite de 130 km, onde finalmente pude sentir a máquina no seu mais legítimo habitat e usar o controle de velocidade. Detalhe importante: a Carta Verde (seguro contra terceiros), mesmo não sendo exigida na imigração, na estrada é o primeiro documento solicitado pela polícia. Ela está sendo exigida desde o ano passado para motos (para carros já é obrigatória há alguns anos) e pode ser feita em qualquer corretora de seguros, ao custo de R$ 146 por 20 dias. Mas para entrar e sair do Chile é preciso uma boa dose de paciência com a imigração. Nada demais para quem já está maravilhado com o visual simplesmente fantástico da Cordilheira dos Andes e com a aventura da viagem.  Tínhamos a informação de que todas as bagagens eram revistadas, o que constatamos ser verdade. Mas quando chegou nossa vez, acho que o policial se surpreendeu ao se deparar com dois coroas e nos despachou sem mandar abrir os baús - só deu uma olhada superficial na mala de tanque.

COMBUSTÍVEL/POSTOS DE ABASTECIMENTO - Deu para perceber claramente que a gasolina dos três países é muito melhor do que a nossa pelo desempenho da moto - tanto ao ligá-la, quando ainda fria, quanto pela quilometragem por litro. Cheguei a fazer 22km com um litro, sendo que o usual para essa moto aqui no Braasil é algo entre 17 e 18.  Chamou a atenção a escassez de postos nas estradas. E postos bons, só nas grandes cidades. O acesso a praticamente todos os postos da Argentina e do Uruguai é bem rudimentar, sem asfalto. Mas todos onde paramos têm boas lojas de conveniência e wi-fi grátis.

HOTÉIS - Decidimos viajar sem fazer reserva em hotéis. Queríamos quartos limpos e estacionamento. Lógico que nem tudo saiu perfeito, como em Villa Mercedes (Argentina), cidade turística, mas onde chegamos já anoitecendo (o vento atrasou nossa viagem) e aceitamos a primeira opção sugerida pelo GPS. Ficamos no Hotel Parque, com fachada e jardins muitos bonitos, além de estacionamento maravilhoso. Mas o quarto e o café da manhã, melhor esquecer. Para se ter idéia, o travesseiro era único (tinha quase dois metros de comprimento) e o acionamento do ar condicionado era feito fora do quarto. O importante é que era limpo. Em média, ficamos em hotéis na faixa de US$ 100, com café da manhã. Merecem indicação positiva o Hotel Mendoza (US$ 105 a diária), em Mendoza, super-bem localizado, junto aos principais points da cidade e com estacionamento. É meio antigo, como quase tudo na cidade, mas com bom restaurante (com visual lindíssimo da cordilheira), sauna e banheiras de hidromassagem para relaxar depois de tanto tempo sentado na moto. Em Rosário (Argentina), ficamos no Holliday Inn Express, que também dá para recomendar. É novo e segue o padrão da rede, mas não serve refeições, só café da manhã e lanches. Em Viña del Mar, ficamos no Cerro Castillo. Foi o melhor custo/benefício da viagem. Quarto super-confortável, atendimento pelo próprio dono, muito simpático. Fica localizado numa rua fora do burburinho, mas distante menos de um quilômetro do cassino e de bons restaurantes. Preço: US$ 77.

PERCURSO
Ida
Canela/Alegrete (RS) - 610 kms (via Canoas, Santa Cruz do Sul, Santa Maria e Rosário do Sul)

Alegrete/Santa Fé (Argentina) - 618 kms (via Uruguaiana, Paso de los Libres, Federal e Parana)

Santa Fé/Villa Mercedes (Argentina) - 671 kms

Villa Mercedes/Mendoza - 355 kms

Mendoza/Valparaíso (Chile) - 417 kms (via Los Andes e Viña del Mar)

Volta
Viña del Mar/Mendoza - 504 kms (via Santiago)

Mendoza/Rio Quarto (Argentina) - 512 kms

Rio Quarto/Rosário (Argentina ) - 392 kms

Rosário/Colonia del Sacramento (Uruguai) - 553 kms (via Gualeguaichú e Fray Bentos)

Colonia del Sacramento/Melo (Uruguai) - 614 kms (via Montevidéu e Treinta y Tres)

Melo/Canela - 600 kms (via Jaguarão e São Lourenço do Sul)

Total - 5.846 kms

Atravessar a Cordilheira dos Andes não é nenhum "bicho de sete cabeças", como muitos apregoam. A viagem pode, inclusive, ser feita em qualquer tipo de veículo. Fazer longas viagens pelo território brasileiro é certamente mais arriscado e perigoso, em todos os sentidos. Já estamos programando viagem para Bariloche no fim do ano ou início de 2013. Estamos aceitando parceria, mas de pessoas animadas, com disposição.


                                   



                                                                                                                                O documento acima, parecido com uma cédula, é o  que se recebe na imigração chilena referente ao veículo (no caso, a moto), com a recomendação de não perder, pois tem que ser apresentado na saída.

Não posso deixar de comentar dois detalhes que aprendi durante tantos anos de aviação viajando para o exterior e que foram úteis agora. Simples, mas de suma importância quando você tem que atravessar fronteiras: uma CANETA, que fez uma diferença enorme  nas longas filas de imigração e alfândega, para o preenchimento de documentos. Se quiser fazer sucesso na fila, leve uma caneta sobressalente para emprestar. O outro foi a digitalição de todos os documentos (deixei-os arquivados numa pasta de e.mails), para o caso de extravio dos originais, mas que felizmente não se fez necessário.

REENCONTRO COM O VELHO FORD 29

Ainda sosbre a viajem ao Chile.
No retorno ao Rio de Janeiro, aproveitamos para rever um velho conhecido meu, o FORD 29 que era do meu pai nos tempos da LINHA PONTES FILHO, onde nasci e que fazia parte do distrito de LANGUIRU, que por sua vez pertencia ao município de ESTRELA. Hoje LANGUIRU virou bairro de TEUTÔNIA.
Bem, partimos de Canela numa linda manhã de sol, mas já bastante frio, no início da 2° quinzena de maio rumo a Florianópolis, com a intenção de permanecer lá alguns dias para conhecer melhor a ilha, onde já tinhamos estado anteriormente mas sempre com pouco tempo. Chegamos cedo, nos instalamos no IBIS, num quarto com uma vista muito linda para a ponte Hercílio Luz. Depois de alguns telefonemas, estava com a agenda cheia para o dia seguinte.A prioridade, é claro, era o Ford 29, que havia pertencido a meu pai por 18 anos, lá no interior de Estrela. Ele fora vendido no inicio dos anos 60, quando eu tinha uns 11 ou 12 anos, para um conhecido do pai lá mesmo em Languiru.     No início do ano, numa visita a Pontes Filho e adjacencias, numa conversa com o primo Lauro Tieggemann sobre assuntos de antigamente, como família e carros (de boi, de corrida , rolimã, passseio, etc), ele  mencionou que achava  que o velho 29 ainda existia. Ora, ora que notícia maravilhosa para um fã de museus e exposições de carros antigos. Encontrar um Ford 29 ainda em condições de uso e que havia sido do meu pai e que me remetia a tantas boas lembranças dos tempos de guri, confesso que me bateu uma certa ansiedade. O Lauro, grande pesquisador (ele inclusive administra a árvore genealógica de um ramo de nossa família), disse-me naquele seu peculiar sotaque alemão: "Vou dar uma pesquisada e qualquer coisa te ligo". Dito e feito. Uma semana depois me ligou e disse: "Achei o carro, tá em Florianópolis.O atual dono é um pequeno colecionador, médico portoalegrense, vizinho do Décio Michel".
Escutei aquilo mas não entendi muito bem, e fazendo conta de idades perguntei: "Décio Michel?
Aquele piloto de corridas aí de Languiru? Que corria de moto na época dos circuitos de rua?              E que depois foi correr de carro em Tarumã e fez história pela  quantidade  de vitórias?" Tratava-se do próprio. Ele foi o precursor dos esportes sobre rodas lá da nossa região.
Eu não cheguei a vê-lo correr, mas o Clóvis (meu irmão mais velho) e amigos que viram me disseram que ele era fera. Principalmente nas corridas de moto e na época dos circuitos de rua. Ele usava motos BMW. Depois passou a participar das corridas de carro e, entre outras tantas vitórias, foi vencedor da  prova inaugural do autódromo de Tarumã, aí já de Corcel preparado para corridas.
Conforme combinado no dia anterior, minha mulher Sonia e eu fomos logo cedo para a casa dos Michel. Convidamos para nos acompanhar o primo Jasper e a esposa Vera. Jasper ficou muito contente com a notícia pois tambem é morador de Floripa, quase vizinho deles e testemunha ocular de  vitórias do Décio. Mas não tinha a menor idéia que moravam tão próximos. Fomos tão bem recebidos, de forma carinhosa e gentil,  que o mínimo que posso fazer em agradecimento aos Michel é anexar duas fotos de motos idênticas as usadas por ele. 




BMW R25 250CC 1951









BMW R60 600CC 1965 

BMW R1200RT 1200CC 2010




Vejam só que coincidencia curiosa:
A foto com a R 25 foi tirada numa revenda BMW em Miami dois anos atras.
E a foto com a R 60, no início deste ano numa revenda de Santiago do Chile.
Portanto, muito antes de encontrar com o Décio e ficar sabendo que são exatamente os modelos com os quais ele correu. E tantas vitórias lhe deram.
Bom aí eu pensei o seguinte: das duas uma, o cara é bom de braço ou a marca alemã é muito boa mesmo,rsrsrs. Na foto acima, ele está experimentando a minha moto, que é um pouco mais atual do que as que ele usava. Mas ele achou que de parecido mesmo só o ronco. 

Aos amigos ex colegas de VARIG que prometi visitar, peço desculpas, fica para a próxima.
Tivemos que antecipar nossa saida de Florípa para fugir da chuva que se anunciava para os dias seguintes e soubemos depois que acertamos no planejamento. Conseguimos escapar da chuva que caiu em quase toda região Sudeste, e seguimos até o Rio com tempo seco.
Mesmo assim, a chegada em São Paulo foi bastante complicada. Os trinta e poucos quilometros da Serra do Cafezal ainda em pista simples foram na base do anda e para. Pensei ser devido a algum grande acidente, ou que finalmente estariam duplicando este que é o pior trecho entre Curitiba e São Paulo. Mas que nada.  Acreditem, era uma simples colocação de canaleta na lateral da pista sendo construida num trabalho moroso por quatro operarios na base da colher de pedreiro, carrinho de mão, regador e outros apetrechos completamente rudimentares e ocupando meia pista,obrigando aquelas carretas pesadíssimas a se arrastar serra acima.










Bom, chegamos ao Rio de Janeiro dois dias depois com boas e bonitas histórias para contar,das quais algumas eu resumi nessas três postagens.
Quanto a nossa fiel companheira de estrada, levei logo em seguida para a revisão dos 20.000km e para uma boa faxina. Agora ela está descansando na sua vaga na garagem pronta para outra.

DESCORTINANDO CENÁRIOS DA 2º GUERRA

Talvez o título acima soe um pouco pretencioso, mas não é esta a intenção.
Como eu sempre gostei muito de história, e com a atual facilidade com a internet, resolvi me aprofundar um pouco mais sobre a II Guerra Mundial.
Pelas minhas contas, devo ter viajado para a Alemanha  umas 350 vezes ou mais, mas sempre a trabalho, ou melhor, trabalhando. Foram 30 anos como tripulante de empresa aérea.
Mas desta vez fomos para lá a passeio eu e minha mulher. Fiz um roteiro bem focado no que mais me interessava, lugares que foram palco da II Guerra (Berlin, München e Berchtesgaden).
Roteiro da viagem: Frankfurt, Berlin, München, Berchtesgaden, Salzburg, Innsbruck, Liechtenstein, Speyer, Seibersbach, Mainz, Flughafen Frankfurt am Main.
É claro que sobrou um tempinho para outros passeios, algumas comprinhas, cervejarias, museus etc.

Bem, fomos no início de setembro de 2012
Escolhi  esta época por ser, entre outras coisas,  final de temporada de férias na Europa e o clima ser favoravel para passear nos Alpes, que também queríamos visitar.
Nossa viagem começou no Rio de Janeiro, via Guarulhos. Chegamos a Frankfurt com 02:00h de atraso (ônus de vôo via Guarulhos), mas isso não nos atrapalhou em quase nada.
O aeroporto de Frankfurt, mesmo sendo um dos mais movimentados do mundo, é super funcional.
Tudo muito prático - passa pela imigração, desce uma escada rolante, pega bagagem, faz alfândega e já está na saida do aeroporto. Ou desce mais uma escada rolante e chega num hall onde de um lado ficam as locadoras de carros e do outro a estração de metrô. Como eu já havia feito a reserva do carro pela internet, foi tudo muito rápido e fácil. Loquei na Hertz e gostei muito.
Apanhei um pouquinho do GPS pois era do tipo multi mídia (muita informação no mesmo local) e eu louco para por o carro para rodar na autoban direção Berlin. Na primeira parada para ajustes no tal GPS, uma pequena surpresa com o carro Ford C-MAX Diesel manual, novinho de 1ª locação: descobri sem querer que ele desliga o motor automaticamente quando põe a marcha em ponto morto. Ao pisar na embreagem para engatar a marcha,  ele religa também automaticamente. Quanto ao GPS,  não fiquei nem um pouco preocupado pois tinha outro na bagagem, levado do Brasil e com o mapa de toda a Europa atualizadíssimo (precaução de povo da aviação, pois quem tem um não tem nenhum). E como todo bom descendente de alemães (leia-se, um pouco cabeçudo), não queria me dar por vencido. Mas no segundo dia tive que mudar de idéia, pois o GPS alemão me pedia informações que eu nem sempre tinha, como bairro e código postal.
 Bem, lá fomos nós, eu e a "Frau",  rumo a Berlin  na Autoban A5 - um tapete e sem pedágio. Aliás, na Alemanha toda não existe um único pedágio. Fizemos um pequeno desvio por estradas vicinais de Nordrhein-Westefalen e Essen (região de onde vieram meus antepassados), onde aproveitamos para dormir numa pousada super-charmosa.



  
   

Em Berlin nos hospedamos no lado Oriental (antiga DDR) e começamos  o passeio peloPORTÃO DE BRANDEMBURGO, atração mais marcante da cidade e simbolo histórico da divisão  da Alemanha Oriental e Ocidental antes da queda do muro.   Logo me dei conta que os 5 dias programados para Berlin seriam insuficientes para visitar tantas atrações que a cidade oferece. Focamos-nos então  nos assuntos relacionados à II Guerra, tais como:  
  • BUNKER DE HITLER- Lugar onde ficava a casamata de Hitler, em Berlin (ele tinha vários bunkers espalhados pela Europa). Conta a história que foi neste bunker de Berlin que ele, sua família e outros oficiais do nazismo tiveram o seu fim. O local foi inundado e aterrado, certamente para evitar ponto de culto a nazistas. Hoje, existe um estacionamento no local. Há somente uma placa que conta a história do local e mostra a planta dos subterrâneos da fortaleza.
  • MONUMENTO AO HOLOCAUSTO - Memorial aos Judeus Mortos na Europa durante a Guerra. Fica ao lado do estacionamento e bem próximo do Portão de Brandemburgo e pode ser visitado a qualquer hora. 
  • REICHSTAG - Prédio do Parlamento Alemão, reconstruido depois da Guerra, e também pertinho do Portão de Brandemburgo. Hoje denominado Bundestag. Depois de sua destruição durante a II Guerra Mundial, foi restaurado e remodelado no fim do século XX para acolher o novo Parlamento da Alemanha reunificada.
  • CHECK POINT CHARLIE - Um dos raros pontos de checagem de documentos e passagem para o lado Oriental de Berlin.
  • BERLINER FERNSEHTURM - Torre de TV e símbolo da parte oriental de Berlin. É possível subir ao topo e de lá ter uma visão fantástica de toda a cidade.
  • MEMORIAL OF THE BERLIN WALL - Cerca de 300 metros de muro que foi preservado junto aos restos do ex-QG da Gestapo.
  • MUSEU DA MOTO DA EX-DDR - Muito interessante. Entre as Simson, Zündapp, Awo, DKW, URAL, tem tambem varias EMW, que nada mais são do que cópia das antigas BMW, inclusive com o mesmo logo porem vermelho no lugar do azul da legítima.
  • AEROPORTO TEMPELHOF - Foi fechado em 2008, após 85 anos em operação. O terreno onde foi construído, em 1923, pertenceu na Idade Média à Ordem dos Cavaleiros Templários, daí a designação dada ao mesmo. Foi reconstruído em 1933 para ser, na visão dos nazistas, a porta de entrada da futura "capital do mundo" - Germânia, novo nome que Berlin deveria ter no futuro Reich. Por decisão da comunidade, virou um parque. As 3.300 salas do prédio central estão desocupadas. Durante a Guerra Fria, foi base americana. Inclusive, a ponte-aérea Frankfurt-Berlin era operada exclusivamente pela Pan-American.
 Enfim, Berlin é hoje uma cidade preparada para receber o turista. Fora estas sobras da guerra, em nada lembra aqueles cenários de guerra vistos em filmes americanos. Inclusive a noite berlinense é uma festa.                                                                                                                               
PORTÃO DE BRANDEMBURGO


ESTACIONAMENTO NO LOCAL DO FÜHRERBUNKER


MEMORIAL DO HOLOCAUSTO


REICHSTAG


CHECK POINT CHARLIE


TORRE DE TV
Divisão de Berlin depois da Guerra


TRECHO DO MURO PRESERVADO


MUSEU DE MOTOS  DA  EX  DDR
AERPORTO DE TEMPELHOF ( HOJE PARQUE)

Depois de 5 dias em Berlin, seguimos para München, via Nürenberg.
MÜNCHEN - Cidade fantástica, foram 5 dias de muitos passeios, com idas a muitas cervejarias, igrejas (todas lindas, antigas e super bem conservadas) e museus. Entre as cervejarias mais famosas,  Hofbräuhaus (HB), Augustiner-keller e Löwenbräu-keller, todas com vários ambientes e bandinhas para animar. O grande destaque entre os museus foi o da BMW, que chama a atenção já pela parte externa, um prédio hi-tech em aço escovado. Todas as motos e carros produzidos pela empresa estão expostos, inclusive o F1 com o qual o Piquet foi campeão. Perto do museu,  a maior loja de motos da marca, onde aproveitei para comprar umas pecinhas de reposição da minha moto, é claro, rsrsrs                                           

GLOCKENSPIEL E RATHAUS ( SIMBOLOS DE MUNIQUE ) FICAM NO LARGO MARIENPLATZ
                                                                                                                                  
UMA DAS MUITAS CERVEJARIAS




PRÉDIO BMW
MUSEU BMW






Experimentando a cerveja da HB (Hofbräuhaus)



BERCHTESGADEN e MONTANHA OBERSALZSBERG - Fortaleza localizada nos Alpes Bávaros, no sul da Alemanha e a 30 km de Salzburg (Áustria), Berchtesgaden  era o local preferido de Hitler, onde ele passava a maioria de seus finais de semana. Até se transformar no refúgio do "grande líder", o local era  um retiro terapêutico. Ao sul da cidade se encontra a montanha Watzman (2.713 m) e, nas proximidades, a montanha Kehlstein (1.835 m), onde Hitler, Martin Bormann, Goëring e Speer tinham suas mansões de veraneio. A única que sobrou foi a de Speer, que está intacta até hoje, já que as outras foram bombardeadas pela RAF. No cume da montanha, os nazistas edificaram uma suntuosa construção denominada Eagle's Nest (Ninho da Águia), presente do partido em homenagem ao 50 anos de Hitler. Ela serviu de clube e ao mesmo tempo, para esconder, durante a Guerra,  valiosas obras de arte pilhadas de judeus e demais povos dominados. No salão de chá eram feitas as reuniões, inclusive com líderes estrangeiros simpatizantes dos nazistas, como Mussolini e Hiroito. A suntuosa lareira de mármore que ornamenta esse salão foi presente de Mussolini e já apareceu em vários filmes, como "Operação Valquíria", e documentários, como "Band of Brothers", de Tom Hanks e Steve Spielberg. A mansão foi preservada e transformada num restaurante com visão panorâmica de 360 graus, aberto ao público. Para chegar lá, caminha-se por um túnel de mais de 100 m, onde então há um elevador todo ornamentado a ouro que deixa as pessoas diretamente na casa de chá.  Na parte baixa da montanha fica o maior bunker dos nazistas, aberto recentemente para visitação. O bunker impressiona pela tecnologia já usada nos anos 40, tais como o sistema de ventilação e geração de energia, e pelo tamanho. Junto da entrada fica o hoje Museu da Documentação Nazista, com cartas, documentos, mapas e fotos - tudo original. A montanha foi toda "comprada" ou tomada pelos nazistas e hoje pertence ao Estado da Baviera. Quem tiver interesse em visitar a bonita Berchtesgaden, é melhor fazer reserva, pois apesar de ter muitos hotéis e guest-houses, a cidade é pequena e muito procurada por suas termas.  E tem uma cervejaria de 1640 muito boa.
GUEST-HOUSE ONDE FICAMOS HOSPEDADOS


BERCHTESGADEN E AO FUNDO MONTANHA KEHLSTEIN. BEM NO ALTO Á ESQUERDA, EAGLE'S NEST.
UM DOS CORREDORES DO BUNKER
UMA DAS SALAS DO BUNKER
TUNEL DE ACESSO AO ELEVADOR


ELEVADOR QUE LEVA AO  EAGLE'S NEST


LAREIRA DE MARMORE ITALIANO TODA RABISCADA COM NOMES DE SOLDADOS AMERICANOS, QUANDO DA CONQUISTA DA MONTANHA.
INDICAÇÃO PARA O HOTEL TÜRKEN. HOJE REABERTO COM O MESMO NOME.DURANTE A GUERRA FOI DESAPROPRIADO PELOS NAZISTAS PARA SERVIR DE QUARTEL DAS TROPAS DA  SS.




DE BERCHTESGADEN  PARA  LICHTERSCHTEIN via SALZBURG E INNSBRUCK

Salzburg, linda cidade histórica da Áustria, respira Mozart e Red Bull. Como todos sabemos, o ilustre compositor nasceu lá, onde é venerado através de museu, praça, estátuas. Mas hoje, o habitante mais famoso e rico é o dono do energético Red Bull, que entre outras coisas patrocina a escuderia campeã da Fórmula 1. Bares e restaurantes fazem propaganda do energético. Cidade muito parecida com as da Alemanha, mas sem a mesma estrutura de transporte.
CASTELO DE LEOPOLDSKRON ( SALZBURG )












SUBURBIO DE INNSBRUCK


CHEGANDO A VADUZ, CAPITAL DE LIECHTENSTEIN





LIECHTENSTEIN - Pequeno condado encravado entre Suiça, Áustria e Alemanha, é muito conhecido por ser um paraíso fiscal.  É tão pequeno que em poucos minutos atravessa-se todo o condado. Os moradores não têm o hábito de fazer belos jardins, como na Alemanha e na Áustria. A exceção foi o hotel onde pernoitamos (na divisa com a Alemanha), muito aconchegante e de excelente custo-benefício.


SPEYER ( museu e hotel ex caserna força aérea Francesa ) - Em 100 mil metros quadrados ao ar livre e 15 mil metros de galpão, o museu apresenta grande variedade de veículos e aviões usados durante a II Guerra e a Guerra Fria, principalmente americanos e soviéticos. A grande estrela, entretanto, é a casca de um Jumbo da Lufthansa, suspenso no ar e aberto para visitação. De qualquer ponto da cidade (Speyer) é possível ver o avião. Pernoitamos no hotel localizado na área do museu, que na época da Guerra Fria foi uma caserna da força aérea francesa.


TECHNICK MUSEUM SPEYER
 

















MAINZ - Decidi ficar dois dias em Mainz (cidade próxima a Frankfurt) antes de embarcar de volta para o Brasil. Ela tem um significado muito especial para nós que fomos tripulantes de vôos internacionais da Varig. Na Alemanha, nos últimos  20 anos, a Varig nos hospedava  em Mainz,  no Hotel Hilton, à beira do Rio Reno. Foi muito emocionante rever tantos lugares que me eram tão familiares. Depois de sete anos, vi que continuava praticamente tudo no mesmo lugar. Para os amigos que me perguntaram, o Hilton não tem mais preço promocional para o pessoal da aviação. Fiquei no Best Western (depois  da estação de trem), hotel novo, com quarto e banheiro enormes, café da manhã igual ao do Hilton, estacionamento e internet - tudo isso por 114 euros. Tem um restaurante italiano muito bom e ônibus para o centro de 15 em 15 minutos passando na esquina.

RIO RENO NOS FUNDOS DO HOTEL HILTON


HILTON MAINZ


HILTON MAINZ


MAINZ MARKTPLATZ


AUGUSTINERSTRASSE NA CIDADE VELHA


PAUSA NO PASSEIO PARA UMA CERVEJINHA


REENCONTRO COM EX COLEGAS DA VARIG,QUE AGORA TRABALHAM NA TAM
  


PROST, UND AUF WIEDERSEHEN